Entrevista Dj Carlo Dall Anese
Carlo você foi eleito o melhor DJ 2006/2007 e melhor produtor 2008. Quais os principais desafios para administrar isso?
R- Quando eu falo ‘a gente’, digo eu e o Fábio Castro meu parceiro em estúdio, meu super amigo, a gente compõe as músicas juntos. Claro é super legal, super gratificante receber prêmios, mas também tem o outro lado para administrar. A gente sempre se esforça para não dar muita importância pra esse tipo de prêmio. Primeiro que se a gente ficar se cobrando essas premiações, a gente se desaponta quando não ganha. Claro que apesar da gente ficar super feliz, a gente se preocupa mesmo com que o público está pensando, com a reação das pessoas.
Vemos as pessoas fazendo vídeo clips das nossas músicas e colocando no you tube com imagens da vida pessoal delas com a música servindo de trilha, de pano de fundo para uma viagem gostosa que algumas pessoas fizeram, por exemplo. Acho que se juntar os dois maiores vídeos de Monday dá mais de 1 milhão de views os comentários positivos, a pista bombando é muito bom!
Tudo isso faz com a gente pense, poxa o público está gostando da gente! Eu costumo falar que meu trabalho é fazer as pessoas felizes, entreter as pessoas e fazer com que elas se sintam felizes com meu set, com as minhas músicas, com as coisas que a gente compõe. A gente adora receber prêmios, claro, mas de nada iria valer se o público não tivesse acompanhando a gente. Então o meu maior prêmio é o que a galera ta curtindo aí.
Quais são os projetos para 2010 como produtor?
R- A gente tem feito muita coisa, tem Hey que é uma música que a gente está trabalhando agora, ainda não saiu oficialmente por label nenhum, mas está tocando em rádios no Brasil,
Enfim, a gente está produzindo, fazendo música de acordo com nosso tempo, tenho feito músicas com Diego também, algumas mais eletrônicas e menos melódicas, inclusive um track que a gente fez ‘Brigadeiro demais engorda’ ta saindo agora pela Renaissance, que é um super label Inglês. Tem a ‘Gates of Haven’, que é bem underground que eu fiz com o Fábio e saiu pela Great Stuff num álbum super badalado que chama Munic Disco Tech, enfim, estamos produzindo, estamos fazendo, no nosso pique no nosso ritmo, mas está rolando.
Você é presença garantida nos grandes festivais aqui no Brasil. Qual a diferença de tocar aqui, e em países como Espanha, Inglaterra, Chile e Rússia?
R- Bom eu sou um apaixonado e vidrado pelo Brasil, gosto demais do Brasil, gosto do público daqui, gosto de viajar aqui. Acho que nada melhor de estar num lugar em que falam nossa língua, apesar de eu falar inglês bem, falar um pouco de espanhol também, arranhar um pouquinho de italiano eu acho que nada como a gente falar nossa língua. Se relacionar com as pessoas que falam nosso idioma, no país que a gente nasceu, país que a gente ama, eu gosto muito do Brasil. Viajar fora é sempre legal pelas gigs internacionais, estar viajando por tocar em lugares diferentes também por essa magia de conhecer pessoas diferentes e culturas diferentes. As gigs são legais. Felizmente quando eu toco fora eu toco em clubs bons, não toco nos barracos, graças a Deus. Já toquei nos maiores clubs de Ibiza, já toquei em Barcelona, nossa já toquei em tantos lugares...Inglaterra, Chile, Itália, Sibéria, Rússia, alguns países do leste europeu. É uma gig como qualquer outra, mas meu foco aqui é Brasil. Minha carreira é Brasil mesmo, eu procuro sempre que eu começo o ano e faço meu planejamento é ter aí três ou quatro turnês no ano e já está ótimo. Não pretendo levar minha vida como World Wild DJ viajando o mundo não. A turnê da Europa começou em julho e foi bem legal. Fiz uma em julho, e outra
Como é tocar com grandes nomes da cena eletrônica mundial?
R- É legal pelos caras, eu gosto deles como pessoa. Fat Boy Slim é um cara bem bacana, o John é um cara bem legal também. Eles são pessoas muito cultas, pessoas muito vividas, muito viajadas, é sempre legal a gente manter contato com esses caras. Gosto demais de tocar e conversar com eles. Dá pra falar que a gente é amigo sim, mas faz um tempinho que a gente não se fala, mas quando se encontra é sempre bem legal. É muito prazeroso tocar com esses caras, a gente sempre aprende muito. Escutando Fat Boy Slim às vezes ele tocando coisas comerciais, coisas aparentemente óbvias eu aprendo muito com ele. Por outro lado ouvindo John tocar coisas super undergrounds, super estranhas, super de vanguarda eu aprendo muito com ele também. Na verdade a gente aprende ouvindo qualquer DJ né, às vezes eu me supreendo tendo certas sacadas com DJs que estão começando agora, então a gente nunca deixa de aprender. O DJ está sempre evoluindo está sempre absorvendo coisas novas e se o cara tem o raciocínio de que ahhh agora eu sei tudo, aí acabou a carreira.
Fale do grande sucesso de Monday produzido em parceria com Fábio Castro que é uma das 10 mais tocadas na Europa.
R- É uma música que a gente fez meio que por acaso, fizemos sem muitas pretensões, aconteceu e trouxe muitas coisas boas na nossas vidas. Conhecer o Fábio fez muito bem pra mim como ser humano, o Fábio me conhecer fez muito bem pra ele, a gente brinca muito com isso, fala que a gente se completa como amigos e como produtores. É sempre bom ver as músicas fazendo sucesso. Legal é que depois que a gente fez o Monday, as portas se abriram e as pessoas começam a ouvir a gente com mais facilidade. As pessoas ficam mais receptivas a ouvir um track de determinado artista quando elas já conhecem esse artista. Essa foi a melhor parte do Monday. Agora a gente tem mais autoridade para chegar e tocar certas coisas e fazer certas coisas sem se preocupar tanto em ser politicamente correto, isso é muito legal.











